terça-feira, 18 de março de 2014

Google Glass é utilizado para facilitar embarque em aeroporto

Escrito pela Redação do The New York Times

Óculos com acesso à internet para tornar o embarque mais rápido

A companhia aérea Virgin Atlantic começou a usar o Google Glass para procedimentos de recepção e embarque de passageiros na Inglaterra.

A experiência vem sendo feita nas últimas semanas para conferir as informações dos viajantes e buscar um serviço cada vez mais pessoal, informou a empresa britânica.

A equipe que recebe os passageiros e checa os bilhetes usando o Google Glass para reconhecer o passageiro, saber seu voo e suas preferências sem que seja necessário mostrar qualquer identificação.

A companhia aérea britânica, de propriedade conjunta da Virgin Group, de Richard Branson e da Delta Air Lines, foi uma das primeiras a instalar telas de vídeo no encosto do banco em 1980. A filial Virgin America passou a oferecer Wi-Fi durante os voos em toda a sua frota em 2009, anos à frente de muitas outras companhias aéreas.

O uso do Google Glass faz parte do esforço da empresa de associar sua marca aos avanços tecnológicos. 

A empresa ainda não revelou os primeiros resultados da experiência, mas alguns passageiros estranharam. Um dos atendentes reproduziu um comentário comum dos passageiros: "Ótimo, eu estou sendo recebido por um cyborg".

Hani Abouhalka, uma passageira que fazia o check-in, ficou intrigada: "Eu li muito sobre o Google Glass, mas esta é a primeira vez que eu o vejo". 

Tim Graham, chefe da Virgin Atlantic para a área de inovação tecnológica, disse que, por enquanto, a câmera em forma de óculos com fone de ouvido teve a função de gravação de vídeo desativada em um aceno para os viajante sobre a preservação do direito à privacidade.

"Estamos tentando mostrar que temos uma forma mais inteligente e avançada de obter as informações sobre os passageiros em um processo muito mais rápido".

Analistas advertem, porém, que o setor de aviação e turismo deve ser cada vez mais sensível à desconfiança do público sobre as tecnologias que capturam seus dados, especialmente na esteira de recentes revelações sobre espionagem digital por governos.

Texto extraído de: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,google-glass-e-usado-em-aeroporto-para-facilitar-embarque,179858,0.htm


quinta-feira, 13 de março de 2014

Brasil se destaca na abertura da Feira Internacional de Turismo de Lisboa

Escrito pela Redação do Uol Economia


Lisboa, 12 mar (EFE).- A Feira Internacional de Turismo de Lisboa, a mais importante do ano em Portugal ao reunir mais de mil empresas e entidades do setor, tem o Brasil e o turismo de congressos como pontos fortes nesta 26ª edição.

Fátima Vila Maior, diretora da BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa, como é conhecida), explicou que esta reunião, realizada de hoje até 16 março, tem como objetivo transformar Lisboa em um ponto de referência mundial para o turismo de congressos.

"Lisboa tem excelentes condições para ser uma das maiores cidades para congressos", disse à Agência Efe Vila Maior, que lembrou que os visitantes que viajam por motivos profissionais são um segmento com um notável poder aquisitivo, motivo pelo qual podem retornar ao destino posteriormente com suas famílias.

A infraestrutura hoteleira, os transportes, a segurança e o clima são propícios para transformar a capital lusa em uma referência mundial para acolher congressos de "todo tipo", acrescentou a diretora, que fixou como objetivo superar Barcelona, que ocupa neste segmento o primeiro posto do ranking.

Para este setor "Meetings" ("encontros ou reuniões", em inglês), Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Alemanha são mercados a explorar, certificou Vila Maior.

À parte da vertente "mais profissional" que Portugal pretende promover, o turismo de viagem e o de escapadas de fim de semana ("City Breaks") são outros dois setores com peso específico nesta edição da BTL.

Nos últimos anos, Portugal -graças especialmente à contribuição de Lisboa, Algarve e o arquipélago da Madeira- reforçou seu papel internacional como polo de atração turística, e o setor já representa em torno de 10% do PIB do país.

Durante 2013, os alojamentos lusos registraram mais de 14 milhões de hóspedes, 4,2% a mais do que no ano anterior, enquanto o número de pernoites cresceu até 42 milhões, uma alta de 5,2% com relação a 2012.

A Feira Internacional de Turismo de Lisboa acolhe, além disso, vários expositores promocionais do Brasil, que neste ano recebe a Copa do Mundo.

O estado do Amazonas é um dos convidados na Feira junto com o arquipélago luso dos Açores, cuja meta é promover a região como um destino especializado em ecoturismo.

A representação regional e local do Brasil é completada com São Paulo, Ceará, Pará, Gramado, Campinas e Espírito Santo.

Entre os outros 36 destinos internacionais, destacam-se também as regiões espanholas de Extremadura e Andaluzia e a ilha espanhola de Formentera (Baleares), assim como a República Dominicana, Panamá, Argentina e Cuba.

A diretora da BTL ressaltou, além disso, a realização do primeiro fórum de investimento dedicado aos oito países de língua portuguesa: Portugal, na Europa; Brasil, na América; Timor-Leste, na Ásia, e Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, na África.

Nos 30 mil metros quadrados dedicados ao acontecimento em três pavilhões, a organização espera superar os 65 mil visitantes registrados no ano passado.


Texto extraído de: http://economia.uol.com.br/noticias/efe/2014/03/12/brasil-se-destaca-na-abertura-da-feira-internacional-de-turismo-de-lisboa.htm

sexta-feira, 7 de março de 2014

Construtoras preveem novo aeroporto em São Paulo até 2020

Escrito pela Redação da Veja


O projeto, batizado de Novo Aeroporto de São Paulo (Nasp), prevê investimentos de 9 bilhões de reais para erguer no local um aeroporto do porte do de Guarulhos

Projeto do novo aeroporto de São Paulo (Reprodução)
As construtoras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez renovam todos os anos, desde 2011, uma opção de compra de uma área de 12 milhões de metros quadrados entre os municípios de Caieiras e Cajamar, a aproximadamente 35 quilômetros de São Paulo. A intenção das empresas é construir no local, hoje ocupado por uma plantação de eucaliptos da Melhoramentos, o terceiro aeroporto da região metropolitana de São Paulo. O projeto, batizado de Novo Aeroporto de São Paulo (Nasp), prevê investimentos de 9 bilhões de reais para erguer no local um aeroporto do porte do de Guarulhos.
Para sair do papel, o empreendimento depende de uma mudança na regulação do setor aeroportuário. Hoje, a construção de aeroportos públicos pela iniciativa privada só é permitida para projetos de aviação executiva, e não para os focados em voos comerciais.
As empresas admitem que mantêm conversas com o governo para a liberação do projeto. Em dezembro, durante encontro com jornalistas, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a alteração da lei estava em avaliação. "“Nós vamos liberar a questão de ter três aeroportos em São Paulo, mas não está claro ainda quando vai ser"”, disse a presidente na ocasião.
"Se o governo liberar a questão neste ano, o aeroporto pode entrar em operação entre 2020 e 2021", afirmaram os diretores de Novos Negócios da Andrade Gutierrez, José Henrique Polido, e da Camargo Corrêa, Roberto Deutsch.
As empresas pretendem fazer uma construção em fases - só na primeira fase o investimento estimado é de 5 bilhões a 6 bilhões de reais. Na fase final, o aeroporto terá capacidade para operar cerca de 48 pousos ou decolagens por hora e receber até 50 milhões de passageiros por ano. O projeto contempla duas pistas de 3.500 metros de extensão, uma delas com 60 metros de largura, capaz de receber os maiores aviões do mundo, como o A380.
O acesso ao Nasp poderá ser feito pelas rodovias Dutra e Ayrton Senna."“O projeto deve evitar o mesmo erro do aeroporto de Guarulhos, que foi ampliado mas tem problemas de acesso. É necessário contemplar um acesso ferroviário no projeto”", afirmou Renauld Barbosa, professor de logística da EBAP/FGV.
Segundo Polido, da Andrade Gutierrez, a facilidade de acesso foi considerada no projeto. “O aeroporto fica a 4 km da estação Caieiras, da CPTM. Dá 45 minutos de trem da estação Luz, em São Paulo”, disse.
Competição — As donas do projeto do aeroporto de Caieiras dizem que ele não competirá com Guarulhos, mas será complementar a ele. “"A capacidade de Guarulhos e Congonhas já estará esgotada nessa data"”, disse Polido. “"A tendência mundial das grandes cidades é um conceito de múltiplos aeroportos. O usuário vai optar pelo que for mais conveniente a ele"”, completa Deutsch.
Especialistas em aviação, no entanto, entendem que o projeto inviabiliza os planos do aeroporto de Viracopos, localizado a cerca de 100 km da capital paulista, de se tornar a terceira opção para os passageiros que chegam ou partem de São Paulo.
Revisão — Uma eventual aprovação do projeto deve motivar pedidos de revisão contratual por parte das empresas que venceram os leilões pelas concessões dos aeroportos brasileiros, feitas em 2012 e 2013, segundo o professor de infraestrutura do Insper, Eduardo Padilha. O motivo é que, quando os leilões foram feitos, a opção de construir e administrar um aeroporto não existia. Assim, a Invepar, por exemplo, pagou 16 bilhões de reais de outorga pela concessão de 20 anos do aeroporto de Guarulhos. Já Viracopos custou 3,8 bilhões de reais aos seus donos, além dos investimentos.
"“Isso gera, com certeza, um desequilíbrio de contrato. Ou o governo fará um acerto com as empresas ou podemos esperar processos bilionários movidos pelas concessionárias”", disse Padilha.
Procuradas, as concessionárias de Viracopos e Guarulhos não quiseram se manifestar. A Secretaria de Aviação Civil (SAC) afirmou apenas que está avaliando as mudanças na legislação para o projeto. 
Texto extraído de: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/construtoras-preveem-novo-aeroporto-em-sp-ate-2020